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| foto de José Rock |
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Companheiras e companheiros pescadores e pescadoras das águas do Nordeste 2 — Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte,
🍸🍾 O Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) saúda cada trabalhadora e
trabalhador das águas que, em um ano marcado por duras ofensivas do capital, sustentou a luta cotidiana, denunciou injustiças e manteve viva a resistência das comunidades tradicionais. Do litoral ao sertão, das águas salgadas aos rios e açudes, uma verdade se reafirmou com força: quando o povo das águas se organiza, nenhum projeto de morte passa sem enfrentamento.
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
PASTORAL DOS PESCADORES E PESCADORAS LANÇA RELATORIO DE CONFLITOS SOCIOAMBINETAIS EM COMUNIDADE PESQUEIRAS, DURANTE REALIZAÇÃO DO SEMINÁRIO DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS - PELO DIRETIO AS CONSULTAS PRÉVIA, LIVRES, INFORMADAS E DE BOA FÉ NO RN.
📢 CPP - Regional Nordeste 2 lança Relatório de Conflitos durante Seminário de Povos e Comunidades Tradicionais do RN 🐟⚖
Em parceria com o Serviço de Assistência Rural e Urbano (SAR), com o apoio da Comissão Pastoral Sociotransformadora da CNBB NE 2 e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), realizou nos dias 10 e 11 de outubro, em Natal (RN), o Seminário “Povos e Comunidades Tradicionais do Rio Grande do Norte: pelo Direito à Consulta Prévia, Livre, Informada e de Boa-Fé”. ✊🏾🌎
Em parceria com o Serviço de Assistência Rural e Urbano (SAR), com o apoio da Comissão Pastoral Sociotransformadora da CNBB NE 2 e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), realizou nos dias 10 e 11 de outubro, em Natal (RN), o Seminário “Povos e Comunidades Tradicionais do Rio Grande do Norte: pelo Direito à Consulta Prévia, Livre, Informada e de Boa-Fé”. ✊🏾🌎
🌊 Participaram pescadores e pescadoras, marisqueiras, povos indígenas, quilombolas, povos de terreiros e de matriz africana, além de pesquisadores e assessores locais, como as professoras Moema e Maria Dulce (UFRN) Ee o pesquisador Claudio Negrão .
🪸 Durante o encontro, foram debatidas as violações ao direito de consulta em processos de renovação e emissão de licenças para empreendimentos de energia renovável, e foi feito o lançamento do novo Relatório de Conflitos Socioambientais produzido pelo CPP. 📖🔥
🦀 Também estiveram presentes Ornela Fortes, coordenadora de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal, além de representantes do SAR e da Comissão de Justiça e Paz (CJP) - Macau.
💬 Um encontro de força, fé e resistência dos povos tradicionais na defesa do território, da vida e da consulta de verdade!
https://www.instagram.com/p/DPwelO_EQLd/?igsh=anhmY3p3dTh5NHJy
#PovosDasÁguas #ConsultaPrévia #DireitosTerritoriais #PovosTradicionais #JustiçaSocioambiental #Nordeste2
sexta-feira, 18 de julho de 2025
COMISSÃO DE PCTs DO CONSEA - PE, PARTICPAM DE MOMENTO COM A ARTICULAÇÃO DOS PESCADORES DO LITORALL SUL DO PERNAMBUO
As comunidades tradicionais pesqueiras de Pernambuco têm enfrentado diversos desafios relacionados à segurança alimentar e à participação nos processos de decisão. Entre as principais questões apontadas estão a falta de conhecimento sobre as políticas municipais de atenção à segurança alimentar e nutricional, a ausência de conselhos municipais e a dificuldade de diálogo efetivo com a gestão municipal, e baixa participação das comunidades tradicionais nos conselhos existentes.
Além
disso, há uma percepção de que a governadora Raquel Lira ainda não realizou
escuta ativa com as comunidades pesqueiras, o que dificulta o fortalecimento do
diálogo e a implementação de ações que atendam às suas necessidades. As
comunidades também enfrentam obstáculos no acesso a programas de aquisição de
alimentos, como o PAA e o PNAE, que poderiam contribuir para a segurança
alimentar local.
Outro
ponto importante é a demora na liberação de recursos aprovados pelo Ministério
da Pesca e Aquicultura, cujo empenho ainda não foi realizado, prejudicando o
andamento de projetos essenciais para essas comunidades. Ainda, as comunidades
destacam os impactos do período de inverno na sua segurança alimentar e a
necessidade de maior abertura por parte da gestão estadual para escutar suas
demandas.
Reforçamos
a importância de fortalecer o diálogo, a escuta ativa e a participação dessas
comunidades nos espaços de decisão, promovendo uma gestão mais inclusiva,
democrática e sensível às suas realidades. Nosso compromisso é continuar
articulando ações que garantam seus direitos e promovam o desenvolvimento
sustentável dessas comunidades.
Fotos: Moacir Correia e Texto: Severino Santos
terça-feira, 15 de julho de 2025
A importância da cartografia social do mar como instrumento na defesa dos territórios de pescadores diante dos empreendimentos marinhos no Rio Grande do Norte
Nos
últimos anos, a implementação de parques de energias renováveis tem ganhado
destaque no cenário de desenvolvimento sustentável do Brasil, especialmente no
estado do Rio Grande do Norte. No entanto, esse processo tem gerado
preocupações entre as comunidades de pescadores, que veem seus territórios e
maretórios ameaçados por projetos que, muitas vezes, não consideram suas
atividades tradicionais e seus direitos.
Em
resposta a essa situação, comunidades de pescadores, apoiadas por diversas
organizações sociais, iniciaram um processo de construção de cartografias
sociais do mar que visa identificar e afirmar a importância de seus territórios
e maretórios. Essas cartografias representam uma ferramenta fundamental para a
reafirmação da relação dessas comunidades com seus espaços de vida, além de
servir como instrumento de resistência e de defesa de seus direitos.
A cartografia como
instrumento de afirmação e proteção
Ao mapear seus territórios, as comunidades
buscam nele se enxergar e perceber a importância e dependência do homem com a
natureza, bem como, o reconhecimento nos processos de planejamento espacial do
mar, como o PEM (Planejamento Espacial Marinho), demonstrando que as áreas
previstas para a implantação dos parques de energias renováveis e outros empreendimentos econômicos já
possuem atividades produtivas de baixo impacto ambiental, que garantem a
soberania e a segurança alimentar e nutricional das populações pesqueiras.
Dessa forma, as cartografias funcionam como uma forma de fortalecer a narrativa
de que esses territórios são essenciais para a manutenção de seus modos de vida
tradicionais e para a preservação de seus recursos naturais.
Pretende-se construir 13 cartografias sociais do mar no Rio
Grande do Norte, sendo que 06 já foram concluídas e validades pelas respectivas
comunidades tradicionais pesqueiras, sendo elas: Enxú Queimado, Galinhos,
Guamaré, RDS Estadual Ponta do Tubarão, Macau e Praia do Rosado, contempladas
no “Projeto Dragão do Mar: em defesa dos
territórios pesqueiros” realizado pelo Coletivo de Assessoria Cirandas,
apoio do LABOCART, UFC, parceiros CPP NE2 e CJP/Macau e apoio financeiro do
Fundo CASA Socioambiental. As outras 07 encontram-se em processo de construção.
São elas: Comunidade de Cajueiros (município de Touros), São Miguel do Gostoso,
Caiçara do Norte, Tibau, Pirangi do Norte, Pirangi do Sul e Praia de Cotovelo.
Essa construção acontece a partir dos próprios pescadores, pescadoras e
marisqueiras, respeitando a autonomia de cada comunidade. A realização é do
Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do RN e conta com o apoio e
facilitação de diversos atores como o, o Labocart/UFC, CNPq DARQ/UFRN, o
Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras Regional Nordeste 2, Comissão de
Justiça e Paz de Macau, SAR e Fundo Casa Socioambiental.
Respeito aos princípios da Convenção 169 da OIT
As
comunidades esperam que os órgãos responsáveis pelo licenciamento desses
projetos respeitem os princípios estabelecidos na Convenção 169 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). Essa convenção garante o direito à consulta
prévia, livre, informada e de boa-fé às populações afetadas por projetos que
possam impactar seus territórios e modos de vida.
Ao
utilizar as cartografias como ferramenta de reivindicação, as comunidades
buscam assegurar que o processo de licenciamento seja conduzido de forma
participativa, transparente e democrática. Elas defendem a ampliação da
participação social e o acesso às informações, de modo a garantir que suas
vozes sejam ouvidas e consideradas em todas as etapas do processo.
A
construção de cartografias comunitárias pelos pescadores do Rio Grande do Norte
representa uma estratégia de resistência e de afirmação de direitos frente às
ameaças impostas pelos projetos de energias renováveis. Essa iniciativa reforça
a importância de respeitar os princípios da Convenção 169 da OIT, promovendo
processos de consulta que sejam verdadeiramente participativos e que garantam a
proteção dos territórios tradicionais.
É
fundamental que os órgãos de licenciamento reconheçam e valorizem essas ações,
garantindo que o desenvolvimento sustentável seja realizado de forma justa,
respeitando os direitos das comunidades e promovendo a preservação de seus
modos de vida. Assim, será possível construir um modelo de desenvolvimento que
seja socialmente justo, ambientalmente responsável e economicamente viável.
Fotos: Valeska Sophia e Luiz Ribeiro
Texto: Severino Santos, Valeska Sophia e Luiz Ribeiro.
domingo, 13 de julho de 2025
IGREJA RUMO À COP 30 - PRÉ-COP NORDESTE

Pastorais Sociais da ligadas a Comissão Sociotransformadora da CNBB NORDESTE 02, participam da PRE-COP NORDESTE para fortalecer ações contra a crise climática
Nos dias 11 e 12 de julho, a Diocese de Juazeiro/BA foi palco de um importante evento que reuniu representantes das Pastorais Sociais e organismos integrantes da Comissão para Ação Socio Transformadora da MACROREGIÃO NORDESTE da CNBB. Trata-se da PRE-COP NORDESTE, realizada no centro de Formação ao de Líderes, no distrito de Carnaíba do Sertão.
O objetivo principal dessa pré-cúpula é promover a articulação entre diferentes regionais da CNBB na região Nordeste do Brasil, buscando construir propostas e ações conjuntas enquanto Igreja. Essas ações visam fortalecer o papel da Igreja na defesa do meio ambiente e na promoção da justiça social, especialmente diante dos impactos da crise climática que afetam a nossa região e o mundo.
Um ponto importante considerado na discussão é a convivência com o seminário e a convivência com o ambiente natural ao redor. A região enfrenta sérios desafios causados pela mineração e pela instalação de parques de "energias renováveis", como parques eólicos , solares e hidrogênio verde. Essas atividades, muitas vezes, têm causado destruição do ambiente, afetando a fauna, a flora e a saúde das populações que vivem nas áreas próximas. A degradação do ecossistema e os problemas de saúde decorrentes dessas atividades representam uma ameaça à vida e ao bem-estar das comunidades locais.
A iniciativa também tem um caráter preparatório para a participação na COP 30, que acontecerá em Belém do Pará. O documento elaborado durante a PRE-COP NORDESTE abordará os impactos socioambientais enfrentados na região Nordeste, propondo ações concretas e articuladas para enfrentar os desafios ambientais e sociais decorrentes da crise climática, incluindo a necessidade de uma convivência mais harmônica com o meio ambiente e a atenção às populações afetadas por atividades extrativistas e de instalação de parques energéticos. E entregara o documento geral construído a partir das PRE COP realizadas nos diversos regionais da CNBB.
A presença dessas pastorais e organismos na PRE-COP NORDESTE reforça o compromisso da Igreja Católica em atuar de forma colaborativa e consciente, contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável, justo e equilibrado para todas as comunidades.
A participação ativa da Igreja na discussão e elaboração de propostas para a COP 30 demonstra sua responsabilidade social e ambiental, além de fortalecer sua atuação enquanto agente de transformação social e ambiental na região Nordeste do Brasil.
o REGIONAL NORDESTE 02, foi representado pelas seguintes pastorais e organismo: Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras - CPP; Comissão Pastoral da Terra - CPF; Coordenação Regional da Comissão Sociotransformadora; Caritas; SAR; Escola de Fé e Politica Pe. Humberto Pulmmen; Bisco da Diocese de Floresta, e os Padres Adriano paroquia de Nossa Senhor do Ó em Itacuruba; e Agenor Guedes, OSB, secretario Executivo da CNBB NE 2.
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