terça-feira, 23 de maio de 2017

TAUS dos Territórios Pesqueiros de Porto de Pedra/AL será debatido em Audiência Pública

A Superintendência do Patrimônio da União no Estado de Alagoas convoca audiência publica, para debate emissão de Termos de autorização de uso sustentável, em favor das comunidades pesqueiras do município de Porto de Pedra/AL.
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Tendo em vista o prosseguimento do processo de emissão de Termos de Autorização de Uso Sustentável - TAUS em favor das comunidades de pescadores artesanais integrantes da Colônia de Pescadores Z-25, nos termos do processo SPU nº 04982.202308/2015-27, convidamos V. Sa. para se fazer presente à audiência pública que será realizada com objetivo de equacionar as objeções apresentadas pelos atuais ocupantes das áreas e as necessidades dos pescadores.
Nesse sentido, informamos que a referida audiência será realizada no dia 26 (vinte e seis) de maio do corrente, no Clube Social de Porto de Pedras/AL, a partir das 09h (nove horas), com a presença do Ministério Público Federal - MPF, Secretaria do Patrimônio da União - SPU, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade - ICMBio, Prefeitura Municipal de Porto de Pedras/AL, demais órgãos interessados, representantes dos pescadores e setores da sociedade.
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A presente audiência é fruto de longo processo de discussão dos pescadores e pescadoras artesanais, pela permanência em seus territórios tradicionais. Além da garantia de emissão dos TAUS, os pescadores almejam que a SPU e MPF estabeleçam medidas junto a prefeitura municipal, objetivando o não cercamento das vias de acesso (servidão publica), que tem sido um dos principal conflitos de acesso as áreas de pesca.
Mais informações:
Praça D. Pedro II, nº 16 - Edifício Sede do Ministério da Fazenda - 1º andar – Centro Maceió/AL – 57020.130 spual@planejamento.gov.br (82) 3311-2659 - (82) 3326-5325



segunda-feira, 22 de maio de 2017

MPF/PE CONSEGUE DECISÃO PARA AGILIZAR REGISTROS DE PESCADORES ARTESANAIS




Ação do MPF foi decorrente de representação feita por pescadores que alegaram omissão administrativa na análise dos requerimentos.


fotos: Bill Santos
O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) obteve, na Justiça Federal, decisão liminar que obriga a União a dar início imediato à análise de todos os requerimentos de inscrição pendentes no Registro Geral da Pesca Artesanal, bem como os que tiverem sido apresentados a partir do ajuizamento da ação do MPF, em abril.

A decisão também obriga a União a emitir as carteiras ou documentos equivalentes que comprovem a condição dos pescadores inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). A Justiça ainda determinou que o Estado de Pernambuco aceite, como documento hábil à inscrição no Programa Chapéu de Palha da Pesca Artesanal de 2017, o protocolo de requerimento de inscrição no RGP ou documento equivalente, conforme foi feito até 2015. Determinou também que seja prorrogado ou reaberto o prazo de inscrição no referido programa, por no mínimo 10 dias.

A ação do MPF ainda foi ajuizada contra o estado de Pernambuco, responsável pela concessão do benefício do Programa Chapéu de Palha da Pesca Artesanal, a fim de resguardar os direitos sociais dos pescadores prejudicados pela omissão do órgão federal. A responsável pelo caso é a procuradora da República Mona Lisa Ismail.

Omissão – A atuação do Ministério Público Federal é decorrente de representação feita por movimento de pescadores que alegou omissão administrativa na análise dos requerimentos de inscrição no RGP desde o ano de 2012, acarretando a suspensão de novos registros. São cerca de 5.000 pedidos pendentes somente no estado de Pernambuco, de acordo com os pescadores representantes. O documento é fornecido aos pescadores artesanais e comprova o exercício regular da atividade profissional. Além disso, é pré-requisito para o acesso a benefícios assistenciais e previdenciários, como o seguro-defeso e o seguro-desemprego. Em âmbito estadual, permite ainda usufruir do benefício do Programa Chapéu de Palha da Pesca.
Processo nº 0804924-78.2017.4.05.8300
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Pernambuco
(81) 2125-7348
prpe-ascom@mpf.mp.br
http://www.twitter.com/mpf_pe
http://www.facebook.com/MPFederal
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domingo, 7 de maio de 2017

DESAFIOS SOCIOAMBIENTAIS DO LITORAL POTIGUAR SÃO DEBATIDOS EM AUDIÊNCIA NA ALRN

Pontos de discussão abordados hoje foram construídos durante o I Encontro da Rede MangueMar (I ERMMEL)

05.05.2017

A Assembleia Legislativa debateu na manhã desta sexta-feira (5), em audiência pública de iniciativa do deputado Fernando Mineiro (PT), os principais conflitos socioambientais vivenciados no litoral potiguar, de acordo com a Rede MangueMar. Os pontos de discussão abordados hoje foram construídos durante o I Encontro da Rede MangueMar (I ERMMEL), promovido no mês de março, em Parnamirim.
 Ft. Eduardo Maia
“Buscamos debater na audiência os desafios socioambientais que ocorrem no litoral do Rio Grande do Norte. É uma oportunidade para reunir a sociedade civil e o poder público em torno dessa questão e assim avançar para a construção de ações eficazes em favor do desenvolvimento sustentável do Estado”, disse Mineiro.
A coordenadora da Ong Oceânica, Ligia Rocha, explicou que os desafios socioambientais da costa do RN, identificados durante o I ERMMEL, estão indicados em um documento direcionado às instituições e órgãos públicos responsáveis pelo monitoramento e fiscalização do litoral estadual. “Como resultado do encontro, decidimos elaborar uma Carta Aberta solicitando aos gestores públicos atenção e comprometimento com esses conflitos socioambientais vivenciados na costa potiguar”, disse ela.
O documento lista oito pontos primordiais, os quais foram apresentados durante o debate. O primeiro deles aborda o Rio Potengi e faz referência ao acidente ambiental ocorrido em 2007, alertando para a ausência de julgamento dos responsáveis e de ressarcimento às comunidades ribeirinhas, bem como para a falta de fiscalização ambiental às empresas dedetizadoras.
Ft. Eduardo Maia
A falta de fiscalização às fazendas de carcinicultura e recuperação da área de manguezal que ocupam, é outro desafio apontado pela Carta. O documento defende a retirada dos viveiros de camarão instalados em mangues. Segundo ele, a atividade impacta diretamente nas áreas estuarinas do RN, comprometendo tanto os ecossistemas quanto a qualidade de vida dos pescadores e comunidades ribeirinhas.

O documento reivindica também a regulamentação das Zonas de Proteção Ambiental de Natal (ZPAs), sobretudo a ZPA 8, onde está prevista a construção de duas Estações de Esgotos da Caern, na região de Salinas e Guarapes. De acordo com a Carta, é necessário ampliar o estudo técnico sobre a área a fim de se verificar se ela possui condições ambientais necessárias para receber os equipamentos, além de discutir os impactos sociais, ambientais, culturais e econômicos gerados.
Outra questão levantada pelo relatório trata sobre o Rio Pirangi e suas áreas de influência, como a praia e o mar. A Rede MangueMar destaca a necessidade de ações integradas para discutir o uso e monitoramento do estuário e região. A ausência de estudos para disciplinar o uso e ocupação das bacias do Rio Apodi-Mossoró e Piranhas-Assu, no litoral setentrional, também consta na lista de reinvindicações da Rede, que reclama ainda pela conclusão dos estudos para a criação da Área de Proteção Ambiental das Dunas do Rosado, visando assegurar a preservação da área e solucionar conflitos territoriais existentes.
O penúltimo ponto de conflito indicado pela Carta Aberta trata sobre a necessidade de ordenamento do espaço marinho da pesca artesanal, lazer e turismo. Com base no documento, é preciso regulamentar os espaços para que não haja conflitos entre pescadores, banhistas, veranistas e empresários nas praias potiguares.
Por fim, o relatório cobra maior atenção à saúde dos pescadores. O documento alega que várias doenças decorrentes da atividade não são reconhecidas pelo sistema básico de saúde, assim como os centros de referência de saúde do trabalhador não orientam a classe quanto aos seus direitos e como acessá-los. Para isso, a Rede defende a distribuição de Equipamentos Pessoais de Segurança (EPIs), o reconhecimento das doenças relativas ao trabalho da pesca pelo sistema básico de saúde, a implantação do Dia do Pescador em postos de saúde, permitindo prioridade de atendimento à categoria, entre outras ações.
Representantes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Econômico e Meio Ambiente do RN (IDEMA), Companhia de Águas e Esgotos (Caern) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) se fizeram presentes ao debate para prestar esclarecimentos sobre alguns pontos levantados pelo relatório.
A assessora técnica do IDEMA, Ana Marcelino Teixeira, informou que as questões levantadas serão levadas ao conhecimento do órgão para que sejam discutidas e tomadas as medidas necessárias. “A zona costeira é o espaço que considero de maior conflito no território brasileiro. São muitas as ações que precisam ser desenvolvidas e articuladas. Precisamos agir em parceria com diversos órgãos e, sobretudo, com a sociedade, salientando ainda que, por vezes, muitas das decisões dependem de decisões políticas”, observa a técnica.
Na oportunidade, o engenheiro Paulo Eduardo Cunha, coordenador de obras especiais da Caern, explanou sobre a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Natal e destacou a atuação do órgão quando da implantação de estações de esgotos. “A instalação das estações de tratamento de esgoto seguem estudos técnicos que observam minuciosamente as questões ambientais para que, quando em operação, não causem impactos e, dessa forma, permitam a recuperação dos nossos estuários”, explica Paulo Eduardo.
A analista ambiental do IBAMA, Juliana Ramos, reforçou a necessidade de denúncias ao IBAMA e participação da sociedade para a resolução de conflitos ambientais. “A população deve fazer uso de todos os fóruns em que é prevista a participação popular. Isso fortalece e facilita a valorização desses aspectos”, comentou.
As questões ambientais que envolvem o Rio Potengi foi um dos temas que pautou a participação popular no debate. Representando a classe pesqueira, a presidente da Colônia de Pescadores de Natal, Rosângela Silva, lamentou a falta de informações e ações em favor dos pescadores do Rio Potengi. “Já são 10 anos que a gente tenta obter as respostas que os pescadores realmente precisam”, falou ela pedindo também para que a Caern repense a instalação das estações de tratamento previstas para a região de Salinas e Guarapes. “Só tende a prejudicar nossa classe”, concluiu.
Rede MangueMar
A Rede MangueMar Brasil é uma articulação que envolve movimentos de pescadores, ONGs, pastorais sociais e pesquisadores que lutam pela sustentabilidade socioambiental da Zona Costeira Brasileira.
O processo de constituição da Rede teve início em 2007, quando diferentes entes começaram a trabalhar em rede para responder à necessidade de lutar por políticas públicas voltadas especificamente para a Zona Costeira, se configurando como uma articulação nacional empenhada na construção de alternativas sustentáveis que combatam a vulnerabilidade das populações tradicionais.

http://www.al.rn.gov.br/portal/noticias/7846/desafios-socioambientais-do-litoral-potiguar-so-debatidos-em-audincia

sábado, 6 de maio de 2017

Pescadores e órgãos ambientais se unem contra extinção na Costa dos Corais

Sumaia Villela – Correspondente da Agência Brasil
Agencia Brasil. 06.05.2017http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-05/pescadores-e-orgaos-ambientais-se-unem-contra-extincao-na-costa-dos-corais
 
 
A necessidade de impedir a extinção de mais de 70 espécies presentes na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais e de garantir a renda de pescadores artesanais dos 12 municípios que abrangem o bioma está unindo órgãos ambientais, pesquisadores e organizações dos profissionais da pesca de Pernambuco e Alagoas. O objetivo é desenvolver planos de recuperação que permitam, pelo menos em parte, criar maneiras para que o futuro dos animais seja assegurado sem que o consumo seja completamente proibido.
 
A APA Costa dos Corais é a maior unidade de conservação federal marinha do Brasil, com cerca de 120 km de praia e mangues entre Alagoas e Pernambuco. A área é gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio) que recebe auxílio de um conselho gestor formado por outros órgãos e também pela sociedade civil.
 
No ano passado, o colegiado criou uma Câmara Temática da Pesca para discutir o tema e, nesta semana, uma reunião foi realizada em Tamandaré, município do litoral sul pernambucano, para tratar da criação dos planos de recuperação com lideranças de pescadores.
 
Uma portaria do governo federal elencou as espécies ameaçadas de extinção em diferentes graus. Há algumas que podem ser capturadas depois que o documento com o plano de recuperação estiver pronto. Há outras, entretanto, em que a pesca é proibida.
 
De acordo com o coordenador da Câmara Temática e educador social do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), Bill Santos, das 72 espécies já identificadas nas portarias e existentes na Costa dos Corais, 15 são especialmente importantes para a atividade econômica da região.
 
Ainda segundo Santos, o total de pessoas que vive da pesca nos 12 municípios da Costa dos Corais é grande, embora o número seja difícil de calcular. Além dos pescadores registrados nas colônias, ou seja, que têm registro formal para a prática da pesca, há aqueles que fazem a chamada pesca desembarcada, ou seja, sem barco.
 
“Só em São José da Coroa Grande são mais de 1100 pescadores. Mas a pesquisadora Beatrice Padovanne, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), identificou em campo, por dia, em um só local, 70 a 80 pessoas mergulhando para pescar budião. São jovens que coletam de 3 a 5 quilos do peixe por dia e tiram uma renda de cerca de R$ 40”, explicou o coordenador da PPC.
 
O budião foi um dos peixes que tiveram a autorização de pesca prolongada pela portaria 161/2017 do Ministério do Meio Ambiente, até o fim de abril de 2018. Até lá, será preciso criar o plano de recuperação ou a proibição será completa. Outro peixe bastante consumido na região, o sirigado, também é alvo de preocupação dos pescadores, já que ele é considerado a “caixinha de semana santa” dos profissionais, por ser mais capturado e consumido nos meses anteriores ao feriado.
 
A proibição dos órgãos ambientais à pesca irregular já causou prejuízo econômico na região. Em março, por exemplo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou uma peixaria em São José da Coroa Grande (PE) por comercializar sirigado. Foram R$ 160 mil em multa. Outras espécies ameaçadas que afetam a economia local são a caranha, os cações, as raias e até mesmo o guaiamum, caranguejo de cor azulada que é um dos símbolos da culinária pernambucana e alagoana.
 
A APA Costa dos Corais não tem plano de recuperação de espécies até agora. O ICMBio ficará responsável pelo trabalho.
 
O analista ambiental do instituto Eduardo Machado de Almeida diz que o trabalho será um desafio, mas que a intenção é fazer no menor tempo possível.
 
“É um desafio, porque o plano de recuperação depende de uma série de fatores, alguns, talvez, não estejam na governança da APA Costa dos Corais, mas é possível sim [manter a pesca e fazer a proteção]. Não existe uma receita de bolo, mas é preciso identificar quais são as principais ameaças e quais são as medidas cabíveis que podem dar efeito. Cada pescaria pode ter uma medida diferente. Para algumas espécies talvez seja adequado que a gente estabeleça um tamanho mínimo de captura. Para outras, períodos de defeso”, explica.
 
Assim como as medidas a serem adotadas, as causas que levaram à ameaça de extinção também são múltiplas, segundo o analista ambiental. “Nos últimos anos teve um aumento grande dos esforços de pesca, e alguns estoques não conseguem acompanhar essa pressão por parte da pescaria. Por outro lado temos questões relativas à degradação ambiental, como a do guaiamum, pela especulação imobiliária e ocupação irregular de áreas de mangue, que tem prejudicado o habitat do guaiamum”. 
 
Portarias
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) regula a lista de espécies ameaçadas de extinção em três níveis e estabelece a proibição da captura. A Portaria 445/2014 reconhece 475 tipos de peixes e invertebrados aquáticos em risco, e estabelece que a captura, o transporte, o armazenamento, a guarda e o manejo só pode ser realizada para fim de pesquisa e conservação. Aquelas classificadas como vulnerável, o grau mais leve, podem ter uso sustentável, desde que regulamentado, ou seja, com a construção dos planos de recuperação. A Portaria 395/2016 prorrogou o prazo determinado no primeiro documento para março de 2017, e a 161/2017 prolongou o período até abril de 2018.
Edição: Lílian Beraldo

terça-feira, 2 de maio de 2017

APA COSTA DOS CORAIS INICIA DEBATE SOBRE A PORTARIA 445/2014 SOBRE AS ESPECIEIS AQUÁTICAS EM RISCO DE EXTINÇÃO.

Câmara Temática da Pesca se reúne nesta sexta (5) para discutir plano de recuperação de espécies ameaçadas de extinção em PE e AL.

Câmara Temática da Pesca se reúne nesta sexta-feira (5) para discutir plano de recuperação de espécies ameaçadas de extinção em PE e AL

Nesta sexta-feira (05), a Câmara Temática da Pesca, órgão do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC) se reúne para discutir sobre as espécies da fauna e da flora aquática que se encontram em risco de extinção. Dentre elas, mais de 80 tipos de peixes de interesse comercial, como o guaiamum, cuja pesca está proibida, e o budião azul. O encontro acontece no Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE), em Tamandaré, das 8h às 12h. “O objetivo é contribuirmos na construção de planos de recuperação dessas espécies”, explica Enilde Lima, presidente da Colônia de Pescadores de São José da Coroa Grande e membro da Câmara Temática da Pesca. A APACC compreende uma área entre Tamandaré (PE) e Maceió (AL).
Temas referentes às portarias 445/2014, 395/2016 e 161/2017 do Ministério do Meio Ambiente (MMA) estão na pauta do evento. A portaria de 2014 compreende três classificações: as Criticamente em Risco de Extinção (CR), as em Perigo de Extinção (EM) e as Vulneráveis (VU). “A lista das espécies vulneráveis, que inclui o pargo, sirigado, vários tipos de budiões, arraias e cações, é a que mais nos preocupa. Se não forem criados planos de recuperação, a pesca desses peixes ficará proibida e isso representa o comprometimento de mais de 60% das espécies com interesse comercial para a pesca artesanal”, explica Severino Ramos, presidente da Colônia de Tamandaré e membro da Câmara Temática da Pesca. O impacto na APACC já afeta o comércio na região. Para se ter uma ideia, no último mês de março, o Ibama multou uma peixaria em São José da Coroa Grande por comercializar sirigado. Foram mais de R$ 150 mil em multa, por conta de 134 quilos de peixe.

ORGANIZAÇÕES - A Câmara temática da Pesca é formada por sete organizações: Colônias de Pescadores Z – 21, 25 (Alagoas), CEPENE, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal Rural de Pernambuco, IBAMA/AL e o Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) Nordeste, atuando este último como coordenador da Câmara. Das reuniões participam como suporte a secretária do conselho gestor e a APACC, bem como representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio).  “Estamos articulando pescadores artesanais de onze municípios da área de abrangência da APA Costa dos Corais. A expectativa é contarmos com a participação de 25 lideranças, entre presidentes de colônias, associações e líderes comunitários da pesca”, explica Enilde. 






 Foto:http://www.osarrafo.com.br/v1/2013/10/04/ninguem-come-guaiamum-magro/
texto: Verônica Fox - GCI/Gestão da Comunicação Integrada.