domingo, 26 de julho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
COM AS MEDIDAS PROVISÓRIAS 664 E 665 E OS DECRETOS 8425 E 8424, MPA TIRA DIREITOS DE PESCADORES E PESCADORAS ARTESANAIS.
Pescadores e Pescadoras
artesanais, promovem ato, contra as Medidas Provisórias 664 e 665 e Decretos
Presidências 8.425 e 8424. Após um longo
período de dialogo com o Governo Federal, o Movimento dos Pescadores e
Pescadoras Artesanais, realizaram no dia 15 de junho, ato contrario a
publicação do Decreto 8.425/2015, que materializar as angustias dos pescadores
com relação as MPs 664 e 665.
Tendo como estratégia
diminuir os custos para os cofres públicos e tira o acesso aos direitos
trabalhistas e previdenciários dos falsos pescadores, o Governo Federal, baixou
uma serie de ações que prejudicam pescadores e pescadoras artesanais em todo o
Brasil.
O MPA também não inscreveu
mais de 200 mil pescadores (registro inicial) em todo o Brasil no período de
2012 a 2014. Em Pernambuco no período de outubro de 2013 a abril de 2015 foram
mais de 2.500 pescadores que solicitaram registro inicial e esses não foram
sequer cadastrados no SISRGP.
O Decreto 8.425, além de
tira direitos constitucionais dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca
artesanal, desqualifica a unidade de produção familiar tão importante no
desenvolvimento da atividade pesqueira artesanal, quando o Decreto qualifica os
trabalhos da cadeia produtiva como trabalhos de apoio a pesca e não mais como
complemento da atividade principal. O Decreto interfere no jeito de ser e de
viver das comunidades, desrespeita a Convenção 169 da OIT, e rasga o Decreto
6040/2007. Além de desconsidera a Politica Nacional de Desenvolvimento dos
Povos e Comunidades Tradicionais.
A Lei 11.959/2009, institui
que o Registro Geral da Atividade Pesqueira é o instrumento obrigatório para o
desenvolvimento da atividade e também é através do RGP que os
pescadores e as
pescadoras acessam as políticas públicas previdenciárias, trabalhistas, bem
como créditos e investimento.
OS atos de ocupação
ocorreram de forma simultâneas, nas Superintendências do MPA em Pernambuco e
Bahias, e nas agencias do INSS em Cascavel/CE, São Sebastião (PA) e no Piauí.
Na pauta de reivindicação os pescadores e as pescadoras, trouxeram:
- Adiamento e revisão do decreto 8.425, com a participação da sociedade civil; Expedição dos mais de 200 mil registro iniciais não expedido até o momento; Qualificação dos serviços da cadeia produtiva (Beneficiamento, confecção e manutenção dos apetrechos pelo núcleo familiar) como Complemento da Atividade Pesqueira Artesanal;
- Após a ocupação e abertura do dialogo com Ministério da Pesca e Aquicultura, realizamos uma vídeo conferencia, com a presença do: Ministro Helder Barbalho, dos secretários Fabio Hazin e Clemeson Pinheiros e da representação da Secretaria Geral da Presidência.
Conseguimos avança no Debate
do MPA:
- Adiamento da vivencia do Decreto 8.425, de 15/06 para 15/07, criação de um grupo de trabalho com a participação de: 03 representantes do MPP, 03 da CNP, 03 da Confrem, 01 do CPP, 01 do MONAPE, 01 da Rede Caiçara, 01 da CNPA, mais: Secretaria Geral da Presidência, MDA, SIP, SPM, Fundação Palmares, comissão de povos e comunidade tradicionais e MPA. Com reunião prevista para os dias 30/06 e 01/07;
- Garantia de que as carteiras do 1º registro serão impressas e entregue até o final de agosto/2015; e
- Os registros cancelados serão revistos, de acordo com a apresentação dos interessados nas superintendias com apresentação de recursos.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Dia de São Pedro em Pernambuco
Pescadores e Pescadoras do Litoral Pernambucano, em contagem regressiva para comemoração do dia de São Pedro. As comunidades de pescadores artesanais em: São José da Coroa Grande, Tamandaré, Rio Formoso, Barra de Sirinhaém, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão, Pina/Recife, Itamaracá e Goiana, estão nos ajustes finais para as festividades em comemoração ao dia de São Pedro.
Segue programação em São José da Coroa Grande:
dia 29/06
07h - Alvorada com fogos;
09h - Missa Campal;
10h30min - Procissão pelas principais ruas de São José da Coroa Grande;
11h30min - Procissão e Cortejo Marítimo
13h - Brincadeiras
15h - Forró Pé de Serra
Todas as atividades são organizadas e realizadas pela Colônia dos Pescadores Z - 09 de São José da Coroa Grande.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
APA COSTA DOS CORAIS DISCUTIR S TERRITÓRIO E SUSTENTABILIDADE DA PESCA ARTESANAL.
"Territórios pesqueiros: biodiversidade, cultura
e soberania Alimentar do povo Brasileiro"
![]() |
| Cartaz de Divulgação do Evento. |
Com o proposito de promover
a integração e articulação entre as comunidades de pescadores e pescadoras
artesanais, situadas nos 11 municípios incluídos na APA Federal Costa dos
Corais, entre os estados de Pernambuco e Alagoas, fora realizado nos dias 02 e
03 de junho (semana de meio ambiente), o Iº Seminário o da Pesca Artesanal da
APA Costa dos Corais.
O evento foi realizado no Centro
Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste –
CEPENE, com a presença de representantes das comunidades pesqueiras dos municípios
de Rio Formoso, Tamandaré, Barreiros e São José da Coroa Grande (PE), Maragogi,
Japaratinga, Porto de Pedra, Passos de Camaragibe, São Miguel dos Milagres,
Barra de Santo Antônio, Paripueira e Maceió. Foram mas de
60 pessoas.
O seminário surgiu de uma
provocação na reunião do Conselho Gestor da APA Costa dos Corais, logo apoio a
realização da oficina de mediação de conflitos.
Diante da provocação, organizações integrantes do CONAPAC e organizações
parceiras (CPP – Conselho Pastoral dos Pescadores, IRCOS – Instituto Recifes
Costeiros, IFAL – Instituto Federal de Alagoas (Campos Maragogi), CEPENE, Rede
MangueMar Pernambuco e o grupo de gestores da APA Costa dos Corais, iniciaram
em agosto de 2014 a articulação das comunidades pesqueiras.
Após realizara uma primeira
oficina com representantes de 05 municípios, que apontou os termos gerais para
realização do encontro bem como o tema focal: TERRITORIOS PESQUEIROS; com esse
lema geral, as equipes saíram em campo no processo de articulação e animação
das comunidades, foram realizadas mais de 20 oficinas/reuniões preparatórias junto
às comunidades, envolvendo aproximadamente 800 pessoas dos 11 municípios.
Tendo o tema dos Territórios
pesqueiro como eixo central, os pescadores discutiram os conflitos em Terra e
Mar que afetam diretamente o desenvolvimento e manutenção da atividade da pesca
artesanal e a integridade dos territórios pesqueiros.
| Participantes do I Seminário da Pesca Artesanal na APA |
Como fechamento do processo,
realizamos o Iº SEMINÁRIO DA PESCA ARTESANAL NA APA COSTA DOS CORAIS, que
contou a apresentação de experiências de luta pela garantia dos territórios
como: A luta a Comunidade de Pescadores Artesanais pela criação da Reserva
Extrativista da Prainha do Canto Verde (CE); a luta pela regularização do território
pesqueiro da comunidade de pescadores e lavradores da praia do Rosado (RN); A
Luta pela criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável estadual Ponta do
Tubarão (RN); e a experiência inicial de discussão de TAUS – Termo de
Autorização de Uso Sustentável iniciado nas comunidades de Porto de Pedras (AL)
e São José da Coroa Grande(PE).
| Grupo Cultura da Terceira Idade de Tamandaré |
O Seminário terminou com o
gostinho de quero mais! Com a perspectiva de a cada 02 anos, a gestão da APA
Costa dos Corais ficou com a incumbência de animar, momentos coletivos iguais a esses
para avaliar e planejar novas ações junto com o setor da pesca artesanal;
Também foram tirados encaminhamentos para o trabalho nas 04 regiões da APA :
Norte (Tamandaré, Barreiros e São José da Coroa Grande), Centro-norte (Maragogi
e Japaratinga), Centro (Porto de Pedra, Passos de Camaragibe e São Miguel dos
Milagres) Sul (Barra de Santo Antonio, Paripueira e Maceió). Com essa organização,
as lideranças e representantes das comunidades se comprometem a serem
vigilantes e colabora com os processos de auto-gestão da pesca dentro da APA
Costa dos Corais, a partir do conhecimento do plano de manejo da unidade e da
organização social as comunidades.
O Seminário contou com a
colaboração e apoio da Prefeitura de Tamandaré, parceria público privada entre
o ICMbio e a Fundação Toyota do Brasil e a Fundação SOS Mata Atlântica.
Pro: Severino Santos – CPP Nordeste
02
segunda-feira, 1 de junho de 2015
São Francisco Vivo: Terra, Agua, Rio e Povo! (10 anos de luta)
IV Encontro
Popular da Bacia do Rio São Francisco
Carta de Bom Jesus da Lapa
O RIO
PRECISA, A CAMINHADA SEGUE!
Dez
anos após o I Encontro Popular da Bacia, reunimo-nos no mesmo local, Bom Jesus
da Lapa, nos dias 28 a 31 de Maio de 2015, para avaliar a trajetória de atuação
da Articulação Popular São Francisco Vivo (SFVIVO), então criada, e planejar
seu futuro. Por meio desta carta, nós, 78 pessoas, representantes de 58
organizações populares, movimentos sociais, sindicatos, associações,
acadêmicos, pastorais e ONGs do Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco,
nos dirigimos ao povo do São Francisco, às autoridades e a toda sociedade.
Pautados
na atual crise hídrica geral e do São Francisco em particular, representantes
da Cia. de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) e
do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), ouviram uma extensa
lista de queixas e reivindicações dos ribeirinhos e ribeirinhas presentes, sem
que tivessem convincentes respostas a dar. Lamentamos a ausência de órgãos
convidados, mesmo justificadamente: Ministério Público Federal e Secretaria do
Patrimônio da União. Muito mais lamentamos, indignados, as ausências sem
justificativas: Ministérios da Integração Nacional e do Meio Ambiente, Cia.
Hidrelétrica do São Francisco (CHSEF) e Agência Nacional de Águas (ANA).
Nossa
troca de experiências e debates nos levaram a perceber que nossas lutas
continuam sendo basicamente as mesmas, bem mais exigentes, com conquistas
pontuais, porém, com derrotas estruturais muito maiores, vinculadas ao êxito do
grande capital, que se expande avassalando territórios, bens naturais, gentes e
organizações da sociedade civil. Neste momento, os movimentos populares
“bateram a cara no muro” restando as alternativas de recuo e mudança de rumos ou
ruptura e derrubada do “muro”...
Os
testemunhos do povo do São Francisco reafirmaram o estado de destruição do Rio
e sua Bacia, com a certeza de que por parte do sistema de exploração e
dominação não haverá reversão deste quadro. Entendemos que a vitalidade do Rio
implica “Terra, Água, Rio e Povo”, por isso, nos colocamos a ouvir, interpretar
e tirar consequências práticas das experiências das comunidades e povos nos
eixos: Lutas pela Terra e Territórios, Enfrentamentos de Projetos do Capital e
Revitalização da Bacia.
Terra e Territórios – Os processos de
retomada de territórios foram bastante evidenciados. Representantes de povos e
comunidades em luta (Indígenas, Quilombolas, Pescadores, Geraizeiros e Fundos e
Fechos de Pasto) relataram que as conquistas só se deram com resistência
incondicional. Assim tem que ser, pois grandes são as ameaças, do capital e do
Estado mancomunados... A contribuição da SFVIVO tem sido importante nos
intercâmbios, informação e formação, conhecimento de direitos, visibilidade e
afirmação da história, da cultura e da tradição, que fortalecem as lutas.
Enfrentamentos de
projetos do Capital
– O agronegócio, privado e público (perímetros irrigados), a mineração e os
projetos energéticos, com barragens, PCHs, e grandes usinas eólicas, nucleares
e, agora, chegando as solares, prometem progresso, emprego e renda, mas não é o
que acontece, são um comprovado falso desenvolvimento. Se é desenvolvimento,
para quem é e a que custo? Impactam negativamente comunidades, com danos
sociais e ambientais irreversíveis, desrespeitam as várias formas de vida,
trabalho e a cultura popular. Afetam mais as populações vulneráveis, resultando
em violência, desestruturação familiar, perda de renda, prostituição e
exploração sexual de crianças e adolescentes, como constatado nas obras da
Transposição. Compensações e mitigações de impactados precisam urgentemente ser
submetidas ao efetivo controle social. Novas e absurdas transposições do São
Francisco se anunciam (Eixos Oeste para o Piauí e Sul para a Bahia), com o
único objetivo de expansão do agrohidronegócio. Esta é também a finalidade do
MATOPIBA, estratégia público-privada para terminar a devastação do que resta dos
Cerrados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, afetando irremediavelmente
áreas de recarga do São Francisco na Bahia. O modelo desenvolvimentista não
mais se sustenta! Nossas lutas reativas são fundamentais para garantir direitos
e preservar territórios, mas para derrotar o modelo precisamos avançar para
outro patamar de articulação e unidade das forças populares.
Com
base nesta avaliação e com estas proposições, consoante a crise hídrica, decidimos
que a nossa prioridade para os próximos anos
será a defesa da ÁGUA em quantidade e qualidade em toda Bacia do São Francisco,
da nascente à foz e em todos seus afluentes. Para isto, vamos nos dedicar à
denúncia da má gestão da água e ao reforço da proposta de uma Moratória do São
Francisco, que fizemos em 2014, na pior crise do rio até agora. Vamos nos esmerar
pela Revitalização da Bacia do São Francisco, com informação e formação e constituição
de Núcleos Municipais de Cidadania dedicados à luta pelo saneamento ambiental e
à recuperação de microbacias, entendendo que o atual Programa do Governo
Federal é paliativo, publicitário, insuficiente. Para tal, reorganizamos a
SFVIVO, com mínima estrutura de funcionamento e máxima dedicação de todos e
todas que a fazem.
Conclamamos
as organizações e pessoas que se preocupam com a vida do Rio São Francisco a
juntarem-se a nós nessa empreitada, na certeza de que o horizonte ainda estará
a brilhar para quem insistir na caminhada, pois, parafraseando a poeta Cora
Coralina, “tem mais chão nos nossos olhos
do que cansaço em nossas pernas, mais esperança nos nossos passos do que
tristeza nos nossos ombros, mais estrada em nosso coração do que medo em nossas
cabeças”. Isso sentimos, na tarde de hoje, corpos, corações e mentes irmanados,
os pés molhados no leito raso do São Francisco, no toré dos Pankará e Kariri-Xocó, em troca de energias vitais com o
Rio e seus Encantados. Decretamos que, nem que seja de choro e suor, de tamanha
gratidão e luta, queremos com água encher nosso Velho Chico!
“São
Francisco Vivo – Terra, Água, Rio e Povo”.
Agência
10Envolvimento / Barreiras-BA, Assentamento 17 de abril, Associação de Fundo de
Pasto de Areia Grande / Casa Nova-BA, Associações de Fechos de Pasto de Correntina-BA,
Associação de Fundo de Pasto de Riacho de Santo Antônio / Sento-Sé-BA, Associação
de Mulheres Pescadoras / Ilha das Flores-SE, Associação Quilombola da Foz do SF
– SE, Associação Quilombola de Barra do Parateca (BA), Associação Quilombola de
Brejo dos Crioulos (MG), Associação Quilombola de Brejões dos Negros (SE), Associação
Quilombola de Resina / Brejo Grande-SE, CAACTUS Campo Formoso-BA, CAPAESF Serra
do Ramalho-BA, Cáritas Diocesana de Januária-MG, CETA/BA, Colônia de Pescadores
Z-026, Comissão Paroquial de Meio-Ambiente / Caetité-BA, Comissão Pastoral da
Terra BA / MG / Nacional, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, Comunidade
de Pescadores de Caraíbas / Pedras de Maria da Cruz – MG, Conselho Indigenista
Missionário / AL, Conselho Pastoral dos Pescadores Baixo SF / BA / Nacional, Diocese
de Floresta, Diocese de Bom Jesus da Lapa, Ecodebate (Rio de Janeiro), Escola
Ilha da Canabrava / Bom Jesus da Lapa-BA, Folia de Reis / Porteirinha-MG, IRPAA
(Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada), Juventude Franciscana
(JUFRA), Laboratório de Saúde, Ambiente e Trabalho - Lasat / Fiocruz, MAB /
Oeste-BA, Movimento de Mulheres Camponesas / Neópolis-SE, Movimento de Mulheres
Trabalhadoras Rurais / Neópolis-SE, Movimento Gandarela-MG / Movimento pelas
Serras e Águas de Minas, MPA / SE e Vale do São Francisco-MG, MPP Januária-MG e
Pedras de Maria da Cruz-MG, MST Pirapora-MG, MTC Brasil, PA Rio Branco /
Riachão das Neves – BA, Pastoral da Juventude / Sento-Sé-BA, Pescadores do
Baixio de Irecê-BA, Povoado São João / Itaguaçú-BA, Povoado Poço Grande /
Itaguaçú-BA, Povo Pankará PE, Povo Kariri-Xocó SE, Revitalização do Rio Serra
Branca / Porteirinha-MG, Rizicultores de Sergipe, Secretaria de Educação / Bom
Jesus da Lapa-BA, Secretaria de Educação / Juazeiro-BA, STR Porteirinha-MG, STR
Cotegipe-BA.
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