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quinta-feira, 30 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
SEMINÁRIO BUSCA VALORIZAR E CONTRIBUIR COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PESCA ARTESANAL NO ESTADO.
A pesca artesanal, importante atividade para a economia e
o desenvolvimento social de Pernambuco, ainda não possui uma política de
assistência técnica que a fortaleça no estado. Com o intuito de reverter esse
quadro, no próximo dia 27 de maio, na Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE), será realizado o I Seminário da Pesca Artesanal e Assistência
Técnica do Estado de Pernambuco. O evento, que é uma iniciativa do Conselho
Pastoral dos Pescadores (CPP) junto à UFRPE e a Fundação Joaquim Nabuco
(Fundaj), contribuirá com a elaboração de propostas para construção de um projeto
estratégico para assistência técnica apropriada à essa cadeia produtiva em
nível estadual.
A realização do encontro
insere-se em um contexto maior para a afirmação da atividade tradicional
pesqueira no estado. Historicamente, o governo brasileiro nunca valorizou o
conhecimento de pescadores/as artesanais, e em Pernambuco não é diferente. Eles
são considerados improdutivos, apesar das estatísticas mostrarem outra
realidade. Sua produção é superior a da pesca industrial em termos de volume,
sendo responsável por mais de 50% do pescado no mercado brasileiro. A pesca
artesanal também supre grande parte das demandas das próprias comunidades
pesqueiras e abastece inúmeras outras, através da comercialização, troca e
solidariedade.
Por ser uma atividade
milenar, esse tipo de produção guarda conhecimentos e técnicas que garantem a
sustentabilidade dos estoques pesqueiros. Além disso, sua diversificação e
qualidade atuam sobre recursos de alto valor de
mercado e nutritivo. A pesca artesanal ainda trabalha com bases
sustentáveis que garantem segurança nutricional e com capacidade de promover a
soberania alimentar.
O Seminário estará aberto para todos que tiverem interesse
em debater a realidade da pesca artesanal no estado. Essas discussões visam
valorizar e colaborar com o fortalecimento dessa atividade tradicional,
respeitando sua cultura e o território onde é praticada. A partir dos dados
existentes sobre a produção artesanal, debater uma política para a assistência
técnica da atividade em Pernambuco mostra-se possível e urgente.
Informações:
Programação:
16hs – Mesa de abertura (UFRPE, CPP, FUNDAJ)16h30min – A política Nacional de ATER e a Pesca Artesanal em Pernambuco
Expositora: MsC. Adriane Lobos – Emater Pelotas/RS
Debatedor: Dr. Cristiano W.N. Ramalho – UFS/UFRPE
Coordenador: Dr. Ângelo Brás – UFRPE
18h30min: lanche e encerramento do dia.
O Seminário tem como
propositores e organizadores: O Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP/NE II, O
Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural e Desenvolvimento Local –
POSMEX/UFRPE; O Núcleo de Estudo em Agroecologia e Gênero – NEGA/UFPE; O Núcleo
de Estudos, Pesquisa e Práticas Agroecologicas do semiárido –
NEPPAS/UAST/UFRPE; e a Coordenação-Geral de Estudos Ambientais e da Amazonas –
CGEA/FUNDAJ.
Contatos:
cppne@hotmail.com, tarcisio.quinamo@fundaj.gov.br, huldastadtler@oi.com.br
sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
CARTA DO SEMINARIO NACIONAL SOBRE METODOLOGIA PARA O LEVANTAMENTO DA PRODUÇÃO PESQUEIRA ARTESANAL
Nós representantes do Movimento de
Pescadores e Pescadoras Artesanais de 15 estados brasileiros; representantes de
entidades e pastorais sociais, de universidades estaduais e federais, bem como
integrantes de comunidades Pesqueiras da Bolívia participaram do Seminário
Nacional de Metodologia para Levantamento da Produção Pesqueira, realizado
entre 23 e 26 de Abril de 2013 em Salvador Bahia. Avaliamos os métodos
utilizados pelo estado brasileiro para realização da estatística pesqueira e
construímos estratégias para implementação de metodologias de pesquisas
adequadas que deem visibilidade ao potencial produtivo da pesca artesanal e sua
importância social, econômica e cultural .
Este seminário se insere no
contexto da Campanha Nacional pela Regularização dos Territórios das
Comunidades Tradicionais Pesqueiras que tem como objetivo proporcionar
condições para que pescadores e pescadoras possam debater junto a sociedade
Brasileira a importância da pesca artesanal para o processo de reprodução
física e cultural de milhares de comunidades pesqueiras no Brasil.
Pescadores e pescadoras artesanais
denunciam que a metodologia utilizada pelos órgãos federais tem base nos
interesses de grandes empresas, o que dá um caráter superficial e pouco
confiável às pesquisas. Os estudos não incluem a participação das comunidades
pesqueiras na coleta de dados, além de se sustentarem em estimativas e
projeções fora da realidade da pesca artesanal. Com essas bases, o
monitoramento analisa um campo restrito. Exemplo disso é o fato de só o pescado
de valor comercial ser considerado, assim como as pesquisas não contemplam a
pesca não embarcada, especialmente aquelas desenvolvidas pelas pescadoras e
marisqueiras.
Para as comunidades pesqueiras,
esse procedimento nega a importância da produção artesanal para a economia
brasileira e favorece a reprodução de um discurso falacioso de que a pesca
artesanal está em decadência. Elas acusam que o método governamental visa
beneficiar apenas a aquicultura e a pesca industrial aliadas de grandes
empreendimentos que se favorecem com o discurso do governo de que a pesca
artesanal encontra-se em processo de extinção. Acontece que nós pescadores e
pescadoras existimos! Nossos filhos estão aprendendo conosco e somos
responsáveis por cerca de 70% do pescado nacional.
Foi avaliado que a metodologia
utilizada para uma estatística pesqueira justa deve considerar toda diversidade
da pesca artesanal, inclusive a pesca desembarcada desenvolvida principalmente
pelas mulheres, bem como a pesca de subsistência a fim de dar visibilidade a
importância desta modalidade que é responsável pela garantia da segurança
alimentar de milhares de pessoas. Além disso,torna-se necessário fazer o
levantamento de dados sobre as espécies de pescado, assim como tipos e tamanhos
de embarcações, apetrechos utilizados, identificação de pesqueiros e outras
especificidades que fazem parte do dia a dia do trabalho pesqueiro. A questão
de gênero foi bastante focada, visto como essencial a identificação do trabalho
das mulheres pescadoras.
Diante deste contexto os
participantes do seminário reafirmaram a necessidade de se desenvolver junto as
comunidades um trabalho de auto monitoramento que seja capaz de dar
visibilidade a produção pesqueira artesanal, bem como firmou-se um compromisso
para pressionar e controlar as ações do Estado nos processo de levantamento de
dados sobre a produção pesqueira artesanal fortalecendo assim a Campanha pela
Regularização dos Territórios das Comunidades Pesqueiras.
NO RIO E NO MAR, PESCADOR/A NA LUTA!
NOS AÇUDES E BARRAGENS, PESCANDO A LIBERDADE!
HIDRONEGOCIO, RESISTIR!
CERCA NAS AGUAS, DERRUBAR!
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